Cartéis, governo e Congresso.
terça-feira, agosto 14, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
Meu amigo Foca
(Nota de agradecimento, do autor aos amigos)
Foca, você foi um dos novos alunos da Faculdade (das minhas turmas de primeiro semestre) que, em 2006, demonstrou melhor capacidade retórica, pelo menos, em minha disciplina.
Me lembro muito bem quando surgiram, em minhas turmas, as pessoas que fizeram a diferença. Tive, então, a oportunidade de dividir meu "espaço de conhecimento" com pessoas geniais. Este é o meu agradecimento que estendo a outras pessoas com quem trabalhei, aí em Fortaleza.
Sinto que criei um elo intelectual com algumas dessas pessoas, por isso, me preocupo tanto com o meu "standard autopoiético". Me preocupo com o que meus ex-alunos lêem. Por isso, vou colocando neste blog o quê eu leio, para que eles e outros com quem me relaciono possam saber o quê eu penso. Acho que todos temos algo a dizer. Por isso, os comentários são livres aqui! Essa liberdade confere expressão sem pré-julgamentos, porque pode ser exercida anonimamente.
Aqui, eu tenho enfrentado alguns desafios. O maior deles foi aprender a me conhecer. Não tem sido fácil... "o que somos" é uma equação complicada. Na categoria abaixo (Schutz: 1953-1954) eu adiciono os elementos "aluno" e "colega de trabalho":
"Only a very small part of my knowledge of the world originates whitin my personal experience. The greater part is socially derived, handed down to me by my friends, my parents, my teachers and the teachers of my teachers" (A. Schutz, "The Frame of Unquestioned Constructs". In: Excerpts from A. Schultz, Collected Papers; I. The Problem of Social Reality, Martinus Nijhoff, The Hague, 1967, pp. 13-14, 33, 61-2, first published in 1953 and 1954).Tenho muitas saudades do Ceará. Mas ainda há estudos aqui a fazer. Me entristece muito ter pedido demissão da Faculdade, porque foi uma experiência enriquecedora; utilizo-me de uma metáfora, para explicar o que ocorreu: foi necessário cortar meu cordão umbilical, antes de sofrer qualquer tipo de castração (são fases superadas de minha vida). Em meu coração, permaneceram apenas lembranças boas: as pessoas com quem lá convivi.
Sugiro uma leitura interessante a você, Foca (já que estás a ler o Foucault): procure a página 23 neste documento "Microfísica do poder", e leia a secção III, "Sobre a Justiça Pupular". Veja o diálogo entre Foucault e um maoísta, e veja o debate e analise o pensamento de Foucault - coloque-se no lugar dele e pense como você reagiria. Eu me preocupo com os rumos do Brasil com medo e cuidado pelas pessoas que aí habitam. Não gostaria de passar pela experiência de meu pai, que é "jovem durante a ditadura" (se bem que minha juventude ainda dura uns 15 anos, espero).
Estou trabalhando/pensando com pessoas fantásticas. E queria dedicar um carinho especial a algumas delas, em especial: Francisco, Pedro, Filipo, José, Jorge, Raphael, B.S.S., M.P.M., A.C.F(*2), Lourenço, Sara, Patrícia, Telma, Tião, Alex e às demais repúblicas da Alta.
Sinto saudades tremendas da Sandra H., Anna Luiza, Flávio, Gérson, Ivo, Alexandre F., Carlos Nativo, André, Marcos, Lêda, Antônio, Marísia, Anísia, Itamy2, Neyde, Francisca, Itamy1, Chilton, Graça, Jório, Chiquinho, Cid, Ernesto (já há muito!).
O valor desta saudade é alto! Luto para não decepcionar ninguém, por isso, tenho dado o melhor de mim. E agora, novas promessas estão sendo feitas - e serão cumpridas.
Eu só tenho a agradecer, sempre, a visita daqueles que me conhecem. Porque aos que aqui chegam e não me conhecem, só posso dizer "bem vind@".
domingo, agosto 12, 2007
Brasil: uma potência mundial.
O Brasil é uma das potências mundiais. Quem diz que o Brasil é um país pobre, não sabe o que fala! Estas afirmações são feitas com base nos números (IBGE, Balanço econômico nacional), que podem ser consultados no site do instituto:(2004) - Produção: R$ 3.432.735.000.000 (três trilhões, quatrocentos e trinta e dois bilhões, setecentos e trinta e cinco milhões de reais).
(2004) - Consumo: R$ 1.766.477.000.000 (um trilhão, setecentos e sessenta e seis bilhões, quatrocentos e setenta e sete milhões de reais).
(2004) - Renda nacional bruta: R$ 1.883.017.000.000 (um trilhão, oitocentos e oitenta e três bilhões e dezessete milhões de reais).
(2004) - Produto interno bruto: R$ 1.941.498,000.000 (um trilhão, novecentos e quarenta e um bilhões, quatrocentos e quarenta e oito milhões de reais).
(2004) - Consumo: R$ 1.766.477.000.000 (um trilhão, setecentos e sessenta e seis bilhões, quatrocentos e setenta e sete milhões de reais).
(2004) - Renda nacional bruta: R$ 1.883.017.000.000 (um trilhão, oitocentos e oitenta e três bilhões e dezessete milhões de reais).
(2004) - Produto interno bruto: R$ 1.941.498,000.000 (um trilhão, novecentos e quarenta e um bilhões, quatrocentos e quarenta e oito milhões de reais).
O Brasil é um dos maiores exportadores de produtos e de capital do mundo! Opa! Capital? Sim! O Brasil é um país capitalista, e como!
O Brasil exporta capital, ou seja, é um dos grandes investidores mundiais, mandando divisas ao mercado internacional, através de suas inúmeras multinacionais: SADIA, BUSSCAR ÔNIBUS S.A, CAMARGO CORREA, CIA SUZANO DE PAPEL E CELULOSE, CIA. VALE DO RIO DOCE, CITROSUCO PAULISTA S.A., COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS - AMBEV, COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL, DURATEX S.A., EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., EMPRESA BRASILEIRA DE COMPRESSORES S.A. - EMBRACO, IKPC – INDÚSTRIAS KLABIN DE PAPEL E CELULOSE S.A., MARCOPOLO S.A., METALURGICA GERDAU S.A., ODEBRECHT, PETROBRAS, SABÓ INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA., SÃO PAULO ALPARGATAS S.A., SUCO CÍTRICO CUTRALE LTDA., TIGRE S.A. – TUBOS E CONEXÕES, USINAS SIDERÚRGICAS DE MINHAS GERAIS S/A – USIMINAS, VOTORANTIM ( Votorantim Participações)Eu não sei por que pensava que o Brasil é um país pobre!
A primeira delas é a corrupção (política e societal). O Brasil tem uma população políticamente desengajada; não protestam e, quando o fazem, são massacrados pelas forças públicas de segurança. A corrupção, assim, é prática rotineira, afinal, o povo é manso e... calado!
A segunda, reside no descompromisso da parcela intelectual brasileira que mama nas tetas do Estado ou vive acuada com medo de perder cargos/empregos/vantagens. Ora, trabalhador com medo é trabalhador subserviente e... calado!
A terceira, é uma juventude seduzida pelo mercado de consumo, os goods do sistema de exploração brasileiro. Quem os pode comprar, deseja assim continuar fazendo, às custas da miséria da maioria. Só existe miséria porque existe riqueza! E quem não pode consumir... bem, mata, rouba ou, simplesmente, aceita... calado! Ou você pensa que todo mundo que mora na favela é bandido?
A quarta, existe um memory hole no Brasil a ser constantemente preenchido diariamente com assuntos importantes: futebol, telenovelas, programas de entretenimento... Ou então, festas, carnavais, forrós e tudo enfim. Não é pela alegria que o povo brasileiro é conhecido internacionalmente? Somos tão simpáticos e... calados!
Eu poderia seguir em frente. Mas a mais importante razão para a nossa miséria é a elite estúpida e "competente" (competência em que mesmo?) que comanda este País! Dizer que o Brasil é um país pobre porque o brasileiro não é apto ao trabalho é uma alienação (alienação = "ignorar o Outro" - categoria: Lacan; psicanálise).

Que grande surpresa, estive enganado esse tempo todo.
Mas, então, qual é a explicação para as mazelas deste país?
Mas, então, qual é a explicação para as mazelas deste país?
A primeira delas é a corrupção (política e societal). O Brasil tem uma população políticamente desengajada; não protestam e, quando o fazem, são massacrados pelas forças públicas de segurança. A corrupção, assim, é prática rotineira, afinal, o povo é manso e... calado!A segunda, reside no descompromisso da parcela intelectual brasileira que mama nas tetas do Estado ou vive acuada com medo de perder cargos/empregos/vantagens. Ora, trabalhador com medo é trabalhador subserviente e... calado!
A terceira, é uma juventude seduzida pelo mercado de consumo, os goods do sistema de exploração brasileiro. Quem os pode comprar, deseja assim continuar fazendo, às custas da miséria da maioria. Só existe miséria porque existe riqueza! E quem não pode consumir... bem, mata, rouba ou, simplesmente, aceita... calado! Ou você pensa que todo mundo que mora na favela é bandido?A quarta, existe um memory hole no Brasil a ser constantemente preenchido diariamente com assuntos importantes: futebol, telenovelas, programas de entretenimento... Ou então, festas, carnavais, forrós e tudo enfim. Não é pela alegria que o povo brasileiro é conhecido internacionalmente? Somos tão simpáticos e... calados!
Eu poderia seguir em frente. Mas a mais importante razão para a nossa miséria é a elite estúpida e "competente" (competência em que mesmo?) que comanda este País! Dizer que o Brasil é um país pobre porque o brasileiro não é apto ao trabalho é uma alienação (alienação = "ignorar o Outro" - categoria: Lacan; psicanálise).

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Não Veja...
Eu fico me perguntando "até quando" os mecanismos da propaganda da direita vão continuar a "idiotização" da classe média brasileira (aquela, que quase desapareceu durante a ditadura militar e os 08 anos de governo FFHHCC!). Um desses canais de "estupidização" da parcela da população que sabe ler/escrever (e "interpretar" a informação) é a revista Veja.
Bem, eu te digo uma coisa: não veja a Veja! Ou veja, mas não "escute".
Se você fizer uma investigação para descobrir de que lado alinham os "pensadores" daquela revista, vá ao site e constate você mesmo: os sorrisos daquela magazine (nunca uma designação foi tão apropriada!) sempre estiveram voltados ao acúmulo de capital.
- Em busca do "cálice sagrado"
Ah! Primeiro, claro, instale o navegador da Microsoft (porque o site não funciona bem com linux... o que será que isso quer dizer?).
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sábado, agosto 11, 2007
A nova crise no mercado financeiro internacional
A nova crise da bolsa de valores norte-americana é mais um sinal da falência da exploração capitalista selvagem em solo yankee. É o prenúncio de um novo comércio internacional que tem na Índia e na China o seu epicentro.
Este endereço (link) proporciona uma breve e simples explicação para entender o fenômeno em causa.
Mas, por que a China e a Índia? Bem, ao que tudo indica, eles apresentam as características essenciais ao desenvolvimento da indústria capitalista: muitos trabalhadores (são os países mais populosos do mundo), muitos investimentos estrangeiros (capital necessário ao início da produção), altos índices de concentração de riquezas (na Índia, o sistema de castas e, na China, o capitalismo de Estado), tecnologia própria e parcerias com outros países periféricos e semi-periféricos (de investimentos e compra de matérias primas em África, à parcerias com a América Latina e até Estados Unidos da América).
Para uma leitura sobre este fenômeno, sugiro o livro de Wladimir Andreff (professor @ Université Paris 1) intitulado "As multinacionais globais" (1995).
Este endereço (link) proporciona uma breve e simples explicação para entender o fenômeno em causa.
Mas, por que a China e a Índia? Bem, ao que tudo indica, eles apresentam as características essenciais ao desenvolvimento da indústria capitalista: muitos trabalhadores (são os países mais populosos do mundo), muitos investimentos estrangeiros (capital necessário ao início da produção), altos índices de concentração de riquezas (na Índia, o sistema de castas e, na China, o capitalismo de Estado), tecnologia própria e parcerias com outros países periféricos e semi-periféricos (de investimentos e compra de matérias primas em África, à parcerias com a América Latina e até Estados Unidos da América).
Para uma leitura sobre este fenômeno, sugiro o livro de Wladimir Andreff (professor @ Université Paris 1) intitulado "As multinacionais globais" (1995).
terça-feira, agosto 07, 2007
SiCKO: uma sociedade doente...
Saúde pública? "Não."Novo filme de Micheal Moore dispara contra a propaganda do "american way of life". Abordando a prestação do serviço de saúde nos E.U.A, o cineasta mostra como a total privatização dos serviços médico-hospitalares é amparada pelo discurso anti-social da democracia representativa conservadora norte-americana. Uma das perguntas mais interessantes que o cineasta coloca, de forma indireta, é: "porque o sistema de ensino, os correios e outros serviços são públicos e gratuitos, menos a saúde?" Bem, a resposta é óbvia: as corporações que controlam a segurança social norte-americana faturam alto nesse setor.
O realizador vai de Cuba à França para fazer uma crítica severa daquilo que entende como assalto à dignidade dos cidadãos de seu país; foi uma das experiências cinematográficas mais revoltantes que tive; revoltante porque vejo que a prática denunciada no filme está se alastrando pelo mundo, junto com a globalização neoliberal. Da próxima vez que você ouvir um norte-americano perguntar "Why is this happening to me?", responda-lhe: "Relax, baby! It's the american way of life".
É bem que se diga que tudo aquilo que é imprescindível à vida pode se converter numa área de exploração econômica; desde os mananciais ao D.N.A, tudo pode ter (e acaba tendo) um valor/preço - esse é o "mundo" em que vivemos, hoje. A mercantilização da vida já começou; a manipulação/alteração de genes por empresas de biotecnologia já é fato consumado, desde a famosa Dolly; a vida pode ser patenteada.
Contudo, outro caminho é possível: a defesa dos bens que pertencem ao patrimônio comum da humanidade. É preciso definir quais são as áreas de interesse humano que devam ficar fora do mercado; é este o desafio que se coloca aos intelectuais no século XXI. Estes devem concentrar esforços que sejam capazes de sensibilizar as populações acerca dos reais valores incutidos nesses bens (públicos, coletivos, gerais, humanos), lutando pela inalienabilidade dos mesmos: a água; o código da vida; os espaços urbanos e naturais; a cultura etc.
Existe um movimento, encabeçado por empresas do porte da MicroSoft, IBM e Oracle, que luta contra o software livre (linux e aplicativos freeware). Nos E.U.A., chega-se ao ponto de afirmar que o software livre é uma ferramenta comunista e, portanto, contra o valor liberdade. Esse argumento faz parte da retórica do período da Guerra Fria; os norte-americanos (e grande parte da população Ocidental) foi massacrada pelo constante bombardeio ideológico de matiz liberal, que anunciava o fim do mundo pela mão soviética... quando, na realidade, ambos os lados em conflito (URSS e EUA) tinham prontas suas ogivas nucleares, numa guerra de dissuasão pelo controle do continente europeu (e do mundo). Nesse aspecto, pode-se dizer que a Guerra Fria era uma Guerra de Contra-Informação.
O linux é a pedra no sapato das empresas multinacionais porque é um meio gratuito de acesso à informação, substituto dos produtos que essas corporações vendem! Da mesma forma que algumas empresas são contra a "socialização da saúde" (assista ao filme!), outras companhias são contra os programas de computador de domínio público (código aberto); eles são uma ameaça porque espalham o coletivismo e a solidariedade, diminuindo lucros trimestrais... são o anti-cristo!
O realizador vai de Cuba à França para fazer uma crítica severa daquilo que entende como assalto à dignidade dos cidadãos de seu país; foi uma das experiências cinematográficas mais revoltantes que tive; revoltante porque vejo que a prática denunciada no filme está se alastrando pelo mundo, junto com a globalização neoliberal. Da próxima vez que você ouvir um norte-americano perguntar "Why is this happening to me?", responda-lhe: "Relax, baby! It's the american way of life".
- Mais (Dinheiro) > Menos (Interesse coletivo)
É bem que se diga que tudo aquilo que é imprescindível à vida pode se converter numa área de exploração econômica; desde os mananciais ao D.N.A, tudo pode ter (e acaba tendo) um valor/preço - esse é o "mundo" em que vivemos, hoje. A mercantilização da vida já começou; a manipulação/alteração de genes por empresas de biotecnologia já é fato consumado, desde a famosa Dolly; a vida pode ser patenteada.
Contudo, outro caminho é possível: a defesa dos bens que pertencem ao patrimônio comum da humanidade. É preciso definir quais são as áreas de interesse humano que devam ficar fora do mercado; é este o desafio que se coloca aos intelectuais no século XXI. Estes devem concentrar esforços que sejam capazes de sensibilizar as populações acerca dos reais valores incutidos nesses bens (públicos, coletivos, gerais, humanos), lutando pela inalienabilidade dos mesmos: a água; o código da vida; os espaços urbanos e naturais; a cultura etc.
- Informática: um outro exemplo
Existe um movimento, encabeçado por empresas do porte da MicroSoft, IBM e Oracle, que luta contra o software livre (linux e aplicativos freeware). Nos E.U.A., chega-se ao ponto de afirmar que o software livre é uma ferramenta comunista e, portanto, contra o valor liberdade. Esse argumento faz parte da retórica do período da Guerra Fria; os norte-americanos (e grande parte da população Ocidental) foi massacrada pelo constante bombardeio ideológico de matiz liberal, que anunciava o fim do mundo pela mão soviética... quando, na realidade, ambos os lados em conflito (URSS e EUA) tinham prontas suas ogivas nucleares, numa guerra de dissuasão pelo controle do continente europeu (e do mundo). Nesse aspecto, pode-se dizer que a Guerra Fria era uma Guerra de Contra-Informação.O linux é a pedra no sapato das empresas multinacionais porque é um meio gratuito de acesso à informação, substituto dos produtos que essas corporações vendem! Da mesma forma que algumas empresas são contra a "socialização da saúde" (assista ao filme!), outras companhias são contra os programas de computador de domínio público (código aberto); eles são uma ameaça porque espalham o coletivismo e a solidariedade, diminuindo lucros trimestrais... são o anti-cristo!
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